''Divina Moral''

Donde se estirpa tanta
''Moralidade'',donde
provêm tanto ''pudor'',será que vêm
da perfeita-tradicional educação,ou vêm
do ''Divino seu do Senhor''?

Se faz algo fora do mecanismo
pois bem, teu destino assim traçará
como dois raios do diâmetro que assim
o atingirá.

Não entendes o que eu digo,
veraz agora com clareza,
trata-me pudico nos dias santos,
servindo teu ego-moral na mesa...

Não alcançou ainda o que eu quero dizer
se bem que tudo tem mesmo sua subjetividade.

Alguns hão de entender...
30/10/2008 Rodolpho.S.Knopp


Comentários

  1. Legal. Tá bacana. Meio "sessentista", subúrbio americano, contracultura sem aquelas imbecilidades de "xamanismos". Ficou meio Basquiat, "aquarela-de-letras" (heheh - o nome é de um trb meu e de Gabriel, mas o conteúdo nada a ver ñ!). Eu tbm cabaei descambando háa muito para o enxugamento silábico, penso que a poesia fica mais laminada e mais ágil, sem excedentes de arestas, precisa. A rima mesma praticamente a abandonei, a faço em raros momentos, acho que ocorerá o mesmo a ti. Só te alerto no sentido de que teu poema não fique um chauvinismo panfletário (ainda ñ está, q bom), senão vais cair num dos equívocos do Maikovski - só que ele viveu a Revolução, o que torna as coisas muito diferentes!Não transforme versos em slogans (essa expressão é clichê, já até compareceu em filmes, mas ainda vale). Note a diferença de um Villa-lobos para um Ary barroso. De Elis Regina para Carmen Miranda. É a diferença entre nacionalismo e ufanismo topeira. Senão tua poesia pode virar um cântico de degrau, ou hino de doxologia chauvinista (este em relação ao poema antecedente).Não descambe por aí (espero)!

    Gosto do que leio e acho que te inclinas a melhorar muito, vc é muito mais jovem do que eu, e está indo muito bem!Prossiga!

    Abraços, primo.

    FELLIPE KNOPP

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